Detalhes da Notícia

Detalhes da Notícia

Exportações do agronegócio de MG aumentam 21,2%
22 Sep

Exportações do agronegócio de MG aumentam 21,2%

As exportações do agronegócio de Minas Gerais seguem registrando resultados positivos na receita. Com a demanda mundial aquecida por alimentos, ao longo dos primeiros oito meses de 2021, os embarques dos produtos mineiros cresceram 21,2% em faturamento, chegando a um montante de US$ 6,9 bilhões.

Em relação ao volume exportado, houve queda de apenas 0,9%, somando 8,9 milhões de toneladas. Entre os principais destaques estão o café, a soja e o grupo das carnes. Os dados são da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Entre janeiro e agosto de 2021, as exportações do agronegócio representaram 26? receita total dos embarques feitos por Minas Gerais, que foi de US$ 26,6 bilhões.
“Nós estamos com quase US$ 7 bilhões gerados com os embarques de produtos do agronegócio. É um resultado excepcional. A perspectiva, se as exportações continuarem neste ritmo, é encerrar ano com valor acima de US$ 10 bilhões, o que é muito importante”, disse o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa, João Ricardo Albanez.
As importações do setor agropecuário movimentaram US$ 637 milhões entre janeiro e agosto, valor que ficou 44,1% maior que nos primeiros oito meses de 2020. Em volume, as importações chegaram a 628,07 mil toneladas, variação positiva de 27,8%.

Com o resultado, nos oito primeiros meses de 2021, foi gerado um saldo na balança do agronegócio de US$ 6,2 bilhões, avanço de 19,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

No período, devido à alta demanda e ao dólar valorizado, o valor médio da tonelada cresceu 12,7% saindo de um valor médio de US$ 899,89 para atuais US$ 1.014,32.

De janeiro a agosto, dentre os produtos embarcados, o café respondeu pela maior parte das exportações, 38,48%. O grão apresentou alta de 19,2% na receita gerada com os embarques, movimentando US$ 2,6 bilhões. Ao todo, foram exportadas 1,1 milhão de toneladas de café, alta de 12,8%.

Segundo Albanez, é interessante observar que a participação do café nas exportações está menor devido à maior diversificação da pauta exportadora. “Não houve queda no desempenho do café, pelo contrário, os embarques estão crescendo. O que observamos é que outras commodities também estão ganhando espaço como a soja, as carnes, produtos florestais e setor sucroalcooleiro. Esta diversificação é muito positiva. O café já concentrou 60% dos embarques do agronegócio estadual”, explicou. 

O complexo soja é um dos setores que vem apresentando aumento na participação. De janeiro a agosto, o setor respondeu por 27,78?s exportações do agro de Minas Gerais. No período, houve crescimento de 24,6%, na receita gerada com os embarques, que totalizou US$ 1,9 bilhão. O volume ainda está inferior ao registrado em igual período do ano passado. Ao todo foram embarcadas 4,2 milhões de toneladas, 1,7% menor. 

Além do dólar valorizado, o que estimula as exportações do complexo soja, a demanda maior gerou valorização do valor médio da tonelada. Enquanto a tonelada era negociada a US$ 366,29 nos primeiros oito meses de 2020, este ano o volume foi cotado a US$ 451,57, aumento de 23,28%.

Dentre os produtos do complexo soja, o destaque foram os embarques de soja em grãos, que cresceram 24,3% em receita, US$ 1,7 bilhão, com a exportação de 3,98 milhões de toneladas, queda de 1,9%. 

No acumulado do ano até agosto, as exportações do complexo sucroalcooleiro subiram 8,4% em faturamento e caíram 1,6% em volume, gerando uma receita de US$ 703,4 milhões e embarque de 2,2 milhões de toneladas.

Destaque também para o bom desempenho nas exportações de produtos florestais, com alta de 28% em receita (US$ 461 milhões) e dos embarques de rações para animais, que atingiram uma receita de US$ 58,1 milhões, alta de 23,5%.

Embarques de carne

Resultado positivo também foi verificado na exportação do grupo de carnes, que respondeu por 11,8?s exportações do setor no Estado. No grupo das carnes foi verificado aumento de 22% no faturamento (US$ 817,1 milhões) e de 15% no volume, que somou 248,7 mil toneladas.

No período, os embarques de carne bovina cresceram 19,7% em valor, que ficou em US$ 613,3 milhões. Foram exportadas 126,1 mil toneladas, volume 4,3% maior que o exportado anteriormente. Ainda não foi possível sentir os impactos causados pela confirmação de um caso atípico de vaca louca diagnosticado em Belo Horizonte. A confirmação fez com que as exportações para a China e alguns outros países fossem suspensas.  

“Ainda não conseguimos medir os impactos. Teremos alguma interferência em setembro, mas acredito que logo os embarques serão restabelecidos. Tanto o Estado como o governo federal trataram do assunto com muita responsabilidade e adotaram todos os protocolos. Além disso, somos importantes fornecedores de proteínas e não tem outro mercado que possa atender a demanda dos nossos compradores”, disse Albanez. 

A comercialização de carne suína com o mercado externo somou 14,1 mil toneladas, queda de 8,5%. O faturamento aumentou 0,9%, encerrando o período em US$ 28,6 milhões.

Outro destaque são as exportações do setor lácteo. Entre janeiro e agosto, houve um aumento de 48,6% na receita, US$ 18,6 milhões, e de 27,9% em volume, 6,5 mil toneladas. 

Fonte: Diario do comercio.com.br

Por: Por Prostock-studio, de envato elements